quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O fabuloso Fabianski e os heróis de azul-e-branco

Estar a atribuir exclusivamente ao guarda-redes polaco o mérito da nossa vitória é injusto para com os nossos jogadores, que foram autênticos heróis na batalha de ontem. Fabianski deu uma ajuda, sim senhor, mas o FC Porto mostrou a garra dos campeões e o estofo dos grandes.
Deixemo-nos de ilusões: este Arsenal joga muito à bola. A forma como trocam a bola, jogam sempre em progressão, colocam muito povo na grande-área, aparecem de frente para os centrais chega a ser sufocante. Mas do outro lado também esteve uma equipa que teve todas as suas peças sempre em alta rotação, que se entregou às balas, que nunca cedeu.
Helton salvou-nos. Fucile foi o herói de sempre. Rolando e Bruno Alves apagaram todos os fogos, Álvaro Pereira deu comprimento eo flanco. Fernando voltou a ser grande na segunda parte. Meireles revelou falta de ritmo. Micael desenhou o nosso jogo. Varela foi letal. Falcao fez tudo bem. Hulk esteve demasiado ansioso e foi, claramente, o elo mais fraco.
Do lado do Arsenal, impressionante a qualidade de Diaby e o espírito de liderança de Fabregas. O dinamarquês Bendtner foi dos melhores na melhor fase do Arsenal. Fabianski fez um jogo que não esquecerá tão cedo, e, espero, que marcará a sua carreira se formos capazes de eliminar o Arsenal nos Emirates. Quem acredita põe a mão no ar!

5 comentários:

André Pinto disse...

Gostei da vitória de ontem, e acredito que podemos passar. Mas não gostei do jogo. O Arsenal esperava, desde o início resolver a eliminatória em casa. Guarda, não sei se alguém reparou nisto, ou se é alguma táctica elaborada de Jesualdo, mas NUNCA, em todo o jogo, o elemento do Arsenal que conduzisse a bola foi marcado. Sempre teve muito espaço para progredir,fosse quem fosse, estando os jogadores do FCP na expectativa. O Arsenal, claramente, perdeu o jogo porque não teve arte para aproveitar a cedência territorial que o FCP lhe deu. Mais irritante, foi ver Fabregas passear-se pelo meio-campo, conduzindo a bola, sem que ninguém o fosse incomodar. Todo o jogo foi assim.

Como ganhámos, ainda que por demérito do Arsenal, dou o benefício da dúvida e admito que seja alguma manobra de Jesualdo. Mas que nunca tinha visto alguém optar por não marcar quem tem a bola, lá isso.... Uma coisa é certa: não é a defender como ontem que vamos passar a eliminatória em Londres.

guardabel disse...

André, concordo contigo. O único gajo que marcava em cima era o Fucile!

miguel_canada disse...

Super de acordo André. Reparei no mesmo e se de facto é uma opção de Jesualdo, digo já que acho uma opção suicida.

O FCPorto não faz pressão nenhuma (que saudades de Mourinho) e o Arsenal passeou a bola ate a entrada da nossa área durante os 90 minutos.

Continuo a achar que algo vai mal com o Bruno Alves e espero que seja só mesmo um relativo abaixamento de forma.

Gostei muito do Fernando. Fez uma das melhores exibições que me lembro sem falhar muitos passes e sem fazer muitas faltas.

No segundo jogo, em Londres, acho que devia-se apostar no Tomas Costa em vez do Meireles para que exista essa pressão mais a frente e mais incisiva.

O golo do Arsenal é uma mancha muito negra na nossa exibição defensiva. Como foi possível ter Rosicki e Campbell sozinhos dentro da grande área?

Vamos ter de ser muito mais atentos e eficazes em Londres senão vamos de vela.

André Pinto disse...

Aqui se prova que os Portistas tem sentido crítico, mesmo quando a equipa ganha. Fucile, para mim, foi o melhor em campo, seguido de perto por um esforçadíssimo Falcão.

Infelizmente, esta lentidão nos movimentos defensivos é nota dominante na presente versão do FCP.

dragaovenenoso disse...

Concordo plenamente com as vossas palavras. Outra falha importante foi a quantidade de perdas de bola pelo ar. Normalmente faziam lançamentos pelo ar, ganhavam a primeira disputa de bola e o ressalto. A isto chama-se posicionamento. Coisa que faltou ontem no FCPorto. OUtra coisa que está a faltar são opções de passe quando um colega está sob pressão, coisa que não sucede no arsenal. Finalmente havia duas linhas bem definidas na nossa defensiva e na qual os atacantes do arsenal se infiltravam com facilidade. Assim é complicado. O Jesualdo percebeu ainda a hora que era preferível ajudar o Álvaro Pereira, colocando o Varela do seu lado, pois o Hulk a partir de uma determinado local deixava de pressionar. O Meireles está sem ritmo. Precisa de jogar e muitas vezes. O Hulk está também sem ritmo e muito ansioso. E, claro, o fabregas passeou como quis.

OU o Jesualdo dá uma volta à equipa ou então perdemos novamente em casa deles.

Ao intervalo estamos a ganhar, veremos como será a segunda parte.