segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Uma vitória entusiasmante

"Relativamente ao ponto 2, confirmei que Licá não é, pelo menos para já, jogador para o nosso clube. Sim, marcou um golo - vindo do céu - mas em tudo o resto mostrou muita entrega e pouca lucidez."
O gajo que escreveu isto é uma besta e não percebe nada de futebol. Como se pode criticar assim um jogador que acaba de chegar ao clube, sem "estatuto", que naturalmente revela o nervosismo dos principiantes? Como se pode deitar abaixo assim um "portista doente de Castro Daire", dado por toda a gente como dispensável, sem lhe dar o benefício da dúvida? Um imbecil, uma besta, esse garoto.
Sim, fui eu que escrevi aquilo no texto sobre a nossa passagem por Inglaterra. Na realidade, Licá fez um jogão no sábado, em Aveiro. Digo um jogão tendo em conta que era o seu primeiro jogo oficial, logo a titular. A entrega foi a mesma da pré-época, a lucidez foi enorme, na forma como tomou sempre as decisões certas para os momentos certos, tabelando com os colegas, rematando à baliza, tentando a finta, aparecendo ao segundo poste e mostrando a sua cultura de ponta-de-lança. E parecia que já cá estava há anos.
Meus amigos, não há muito para dizer sobre a nossa 20ª Supertaça. Jogámos sempre ao ataque, fizemos o que nos competia. Encontrámos um adversário fraco, há que dizê-lo, mas fizemos um jogo de qualidade, atacando por ambas as alas, rematando à baliza, fazendo um carrossel em progressão. Vimos um FC Porto como Vítor Pereira poucas vezes conseguiu, apesar de reconhecer que o nosso anterior treinador não teve há disposição um banco como hoje nós temos.
Para finalizar, uma palavra para Pinto da Costa: brilhante nas suas declarações finais.

8 comentários:

dragao vila pouca disse...

Gostei. Bela prova de carácter.

Abraço

Invencivel disse...

Concordo com o amigo Vila Pouca, muita coragem e honestidade demonstradas. Espero que tenha aprendido com o erro, rsrsrsrsrs.

http://omundoazulebranco.blogspot.pt/

cian disse...

O post "A hegemonia do ridículo" foi uma das melhores peças deste defeso, e uma imagem ridiculamente real de como vai o nosso futebol, mas calma, tenho que discordar deste post.

Primeiro esta "vitória entusiasmante" parece-me um pouco como aquele jogo de Vitor Pereira contra o Barcelona na Supertaça Europeia, foram rios de elogios para como o Porto se bateu, que jogo muito bem, que surpreendeu tudo e todos como enfrentou a armada invencível da Catalunha, ora o que eu vi foi uma grande merda de jogo nesse dia, em que por erros estúpidos, medo, e passinhos inconsequentes, perdemos uma Supertaça Europeia, entrámos com todo o gás e depois foi-se o resto.
Não que o jogo de Aveiro tenha sido assim, antes pelo contrário, se calhar o Porto foi nesse dia o Barcelona, mas não estou nada entusiasmado, muito pelo contrário, acabou o jogo e fui-me deitar aborrecido que eramos sempre os mesmos a ganhar e isto até já não dava pica.
Agora a sério, achei um jogo muito bem disputado por ambas as partes, mas antes de dar a minha opinião quero dizer que acho que cada adepto vê o futebol como quer ver, o Tadeia via só erros do Guimarães no brilhantismo da cabeçada do Jackson a fazer lembrar Mcarthy no meio da defesa do Manchester, ou do centro milimétrico do Varela onde não haveria espaço com outro médio atacante argentino de um clube do sul, a imagem de "jogo fácil" passou nas televisões e comentários e seguiu-se nos jornais e medias sociais, nos conhecidos "jogos ao vivo na internet" acabavam a primeira parte a dizer quase todos "está a ser um jogo bastante fácil para o Porto», assim como Tadeia acabava a primeira parte na RTP a insultar a defesa do Guimarães(qual vulgo adepto) de «patética" e que todos os golos do Porto resultavam de erros do Guimarães.
Por exemplo ontem jogou o Sporting e fui ver os golos que marcaram na internet, primeiro a Bola, que disse quando o Porto derrotou o Nápoles por 3-1 que os erros napolitanos nos deram a vitória, agora já diz que o Sporting forçou os erros à Fiorentina, escarrapachado na primeira página(assim como o Benfica marcou um golo «sem» erros nenhuns na defesa Napolitana mas que mesmo assim não chegou para alcançarem a vitória, e assim como o Arsenal, o Benfica viu-se à rasca para empatar com o Nápoles e o «Porto fez deles uma equipa modesta» palavras de um comentador inglês, por aqui também se prova que até os comentadores vêm jogos diferentes se viverem em países diferentes, tiverem culturas diferentes, e falarem uma lingua diferente)

cian disse...

Voltando ao Sporting, no terceiro golo onde o jogador do Sporting claramente puxa o defesa da Fiorentina para ganhar a bola, fazendo falta, a não ser que as leis da física continuem a mudar no mundo futebolístico português, os comentadores rasgam-se de elogios para os miúdos do Sporting e ignoram ou minimizam o facto de existir uma falta flagrante(algo que me fez lembrar o célebre Mantorras quando apareceu e todos mugiam o seu nome, e sempre que marcava, metade dos golos puxava um adversário para o chão em golpes perfeitos de Judo, mas incrivelmente ninguém dava nada por issso, enfim)
Isto tudo para explicar que os comentadores e jornalistas portugueses têm uma visão do jogo completamente diferente da pessoa que está a ver em casa, ou da pessoa que está a ver no estádio, ou até dos comentadores estrangeiros que vêm a mesma transmissão, é caso para dizer, o erro não deve estar na transmissão logo por exclusão de partes só pode estar no receptor, para não entrarmos muito na Física Quântica, basta acreditarmos que quem vê o jogo influencia-o, e influencia a maneira como o vê, por isso apenas vê o que quer ver, passemos ao Porto.
Assim como a nossa derrota contra o Barcelona nunca deveria de ter sido motivo de motivação, assim também não faço desta vitória um entusiasmo para o que vem aí.
E aqui vai a minha visão do jogo de Sábado passado, como eu quero vê-lo que tenha sido ou como foi numa maneira quântica de se ver a questão.
As estrelas da nossa equipa não foram Licá, Varela, Jackson, Lucho(apesar de que foi o melhor no ataque e completamente diferente daquele frente ao Galatasaray), nem Quintero com os seu toques mágicos, ou Fernando, ou Defour, ou Josués, e Kelvins, para mim as estrelas do jogo do Porto foram os defesas que fizeram um jogo impecável, em que com algum erro aqui e acolá nada que manchasse o pano onde Lucho e companhinha iam fazendo o seu piquenique. Mangala foi um imperador naquela defesa, sempre que havia uma dificuldade aparecia ele, sempre que era preciso marcar o homem mais alto, mais rápido, mais oportuno, lá estava ele, não falhou uma, mesmo com o avançado do Guimarães que é tão alto ou tão rápido quanto ele, depois Otamendi, incrível neste jogo, ainda melhor do que Lucho, passes brilhantes da defesa para o ataque, recuperava bolas e enganava os avançados do Guimarães sem tirar nem por, e até se punha ao ataque com um à vontade que nem vejo no Defour, ou Fernando, ou até... Lucho... Depois Alex Sandro com o seu drible fabuloso, apenas falhou uma vez quando depois de fintar dois ou três perdeu a bola já quase na grande área do Guimarães, ninguém pára este Alex Sandro, tem um melhor drible do que Hulk, nunca vi Branco, por quem muitos sinos badalam(não sou desse tempo) e acredito, mas para mim o Alex Sandro é o melhor defesa esquerdo de que tenho memória, e arrisco-me a dizer do mundo. E para completar o prato defensivo, um Fucile a foguetes, a fazer todo o corredor direito tipo Flash, e com centros importantíssimos, além dos passes brilhantes e acertados, como falar do resto da equipa se estes foram os maestros o tempo todo?

cian disse...

foi esta segurança que permitiu o Porto acampar-se no meio campo do Guimarães, e jogar relaxado e marcar com todo o tempo do mundo o ritmo e as oportunidades, e dezenas de oportunidades, mas alguém dúvida que se algum de estes 4 defesas(e Hélton que esteve sempre atento e bem a mostrar segurança) tivesse falhado, que o meio campo e o ataque não iam por aí abaixo? aliás muitos desses ataques vieram do lado do Fucile ou do Alex, e quando o Guimarães ganhava a bola num contra ataque, nem Varela, nem Jackson ou Lucho viam atrás, apareciam alguns cortes/faltas cirúrgicas de Fernando, ainda que nada de especial, mas esta defesa soube aguentar o Guimarães sobre pressão e nos contra-ataques, e digo, este Guimarães vai calar muito benfiquista e sportinguista, é exactamente como a história do Nápoles, veremos se a história muda, como mudou na Bola, quando for ao contrário na casa deles.
Depois não entro em euforias com esta vitória, a defesa foi brilhante, o ataque cumpriu os mínimos, não, Licá não fez um jogo por aí além, marcou um golo fácil depois de uma jogada brilhante do lado direito(só teve de enconstar), e depois não fez mas nada, pode se dizer que rematou e fez uns passinhos, mas na realidade mais nada veio dali, a não ser que bom futebol é o que o Defour faz que é correr para chamar os companheiros para lhe darem a bola, olhar para a frente, virar-se para o lado ou para trás e passar a bola, depois fazer o mesmo, correr 10 metros, rematar com o pé que lhe está mais à mão, escolhendo a parte de fora em fez da de dentro, e acertando sempre nos 50% de probabilidade que estão mais errados, falhando a baliza nos remates, ou porque não era hora de rematar, e falhando os colegas nos passes, ou porque não era hora de passar, se calhar isso sim é futebol nos olhos de alguns, «oportunidades", remates falhados, passes para o lado, sim, assim Defour e Licá foram os homems do jogo, não, não me venham com conversas, Licá não jogou assim tão bem que agora é bestial, assim como nunca foi uma besta, ainda não mostrou nada de deslumbrante, como não mostrou nada de mal, e como já o disse, à falta de melhores certezes joga Licá nas alas com Varela.

cian disse...

Depois houve outro factor que influenciou o domínio do Porto, o bom estado físico dos jogadores no início da época, estavam todos com energia, não se viu um cansado(ainda que Jackson e Varela sejam mais lentos a jogar) mas não foi um jogo fácil, o Porto é que o fez fácil estando preparado para ele, mas também não entro em euforias nem ponho Licá com o assento reservado na ala por causa de um jogo, por muito mais teve de sofrer Maicon, por muito mais outros tiveram de sofrer para estar onde estão, que o fale Iturbe e Fucile, Licá pode ser portista da raiz dos cabelos até às pontas das unhas, e se o é então sabe que nada lhe será dado de graça sem merecimento, fez um jogo normal(como o disse, outros foram bem melhores no jogo da Supertaça) não façamos agora dele algo que não é nem precisa de ser, Licá não está ao nível de Hulk, ou James, nem de Varela, pode ser um falso avançado, mas ainda não o vi a carregar um piano, esperemos que mostre bem mais no próximo jogo do que apenas falhanços depois de enconstar um golo, e não estou a falar mal do rapaz, jogou bem, mas não foi nada do outro mundo como todos andam a falar, ainda não falei mal dele, assim como não o ponho nos pincaros, desejo ao Licá que transponha o seu portismo em muito suor, prudência e humildade, para depois estar ao máximo nas alas do tricampeão, mas para mim, se houve algo de entusiasmante nesta vitória, foi a nossa defesa e não Licá.

Ribeiro DeepBlue disse...

Eu estava no Estadio a dizer qualquer coisa como:"Dasse, que este jogador num bale mesmo um caralhhhhh....goooooooooooolo!"
Baixa a bolinha Ribeiro, nao percebes nada disto.

Ribeiro DeepBlue disse...

Mas génio a avaliar jogadores é o Miguel Sousa Tavares.
Diz mesmo no jornal-para-limpar-o-cú de hoje que tem a capacidade para, na primeira vez que vê um jogador, avaliar logo a qualidade do mesmo.
Falta saber porque é que nunca foi para agente de jogadores, ficava milionário, o Miguel.
E lá continua ele a zurzir no Varela.
E a relevar o Atsu (Miguelito, futebol não se joga só com os pés, e quando um gajo tem merda na cabeça como esse Atsu, o banco é o seu destino).
Para chegar a Quintero.
Este ano, o Miguelito, quando não estiver ocupado a caçar perdiz, vai dedicar-se a falar do Quintero e do porquê do Quintero não entrar de início.
Se o Miguel tivesse ido ao estádio talvez tivesse visto como milhares de portistas (em vez de ir a um evento qualquer de lançamento de copos) que o Quintero parece um fora de série, com um pé esquerdo que coloca a bola onde quer, mas que padece (ainda) de um problema: recuar para defender, está quieto!...

Continuação de bons copos, Miguel.