quinta-feira, 13 de março de 2014

Luisão, number three, Luisão, one, two, three

Em 2009, Manuel Machado, então treinador do Nacional, disse que "um vintém é um vintém, e um cretino é um cretino", referindo-se ao gesto dos quatro dedos de Jorge Jesus (os coisinhos acabavam de marcar o quarto jogo na baliza madeirense).
Hoje, em Londres, o catedrático da chicla voltou a repetir o gesto, virando-se para Tim Sherwood com três dedos em riste, logo após o terceiro golo, marcado por Luisão. Um gesto execrável e saloio. Uma coisa que a mentalidade inglesa nunca vai entender porque o futebol é um jogo de gentlemen, onde a lealdade e o fair-play têm muita importância.
Por isso foi natural que o treinador do Tottenham se tenha travado de razões com Jesus, tendo havido pronta intervenção do quarto árbitro, que nem se deve ter apercebido do que sucedeu. E foi cómica a tentativa de Raul José, já preparado para evitar qualquer excesso do seu treinador principal, mas que foi autenticamente empurrado por Jesus, em mais uma cenazinha triste, na senda do que nos tem habituado.
A quem tudo isto não passou despercebido foi aos jornalistas ingleses, que apertaram com Jesus na conferência de imprensa, levando o treinador dos coisinhos a começar por explicar que em Portugal não estamos habituados a tanta proximidade entre os treinadores, e que quando ele, Jesus, invadiu o espaço de Sherwood, foi alertado para o facto por este, tendo Jesus feito a mesma coisa quando, alegadamente, o treinador dos da casa também fez o mesmo. Uma situação que não passou daquilo, segundo JJ.
Em Portugal, com a imprensa vermelhusca do costume, a coisa teria ficado por aqui, mas os ingleses têm essa péssima mania de não suportar a mentira. Então questionaram Jesus sobre o gesto dos três dedos, ao que a triste figura respondeu, dizendo que se estava a referir ao número três, da camisola de Luisão, que foi quem tinha marcado aquele golo. Azar dos azares: Luisão jogou com o número 4 na camisola. Não bastava mentir mal, ainda por cima tinha de ser humilhado em público.
Bem, os adeptos do clube do garrafão podem muito bem levar o nome de Portugal aos quatro cantinhos da Europa, mas a partir de hoje, em Inglaterra, a imagem do portuga ficou seriamente afetada por esta execrável, rústica e mentirosa figura. Prefiro, mil vezes, ter no banco do meu clube alguém que se engana no nome de um adversário do que uma figura deste calibre.

11 comentários:

Pentadragão disse...

De facto este tipo é um cagão asqueroso. Nos discursos que faz, tenta sempre dizer de forma subliminar que ele é o responsável por tudo de bom da equipa. "O jogador x quando cá chegou não tinha qualidade tática, agora já tem". Etc.

O ano passado tudo o que lhe aconteceu foi da mais elementar justiça. Era lindo que este ano fosse igual. No campeonato, acredito que já seja impossível, mas nas outras competições nunca se sabe... as equipas deste tipo têm sempre esta caracerística. Há um período da época que atingem o máximo, parece que vão ganhar a tudo e todos e depois caem a pique. Pode ser que já não falte muito para começarem a cair e o fdp baixar a crista outra vez.

guardabel disse...

Acho que este ano lhe vai correr bem, Pentadragão. Aquela gente corre desalmadamente e pressiona alto durante os 90 minutos. E estão mais manhosos e a jogar no erro do adversário (porque têm rapidez para o contra-ataque).
Quem dera que estivesses certo, mas tenho um palpite que não.

Ricardo Pinto disse...

Gostei particularmente da forma como o mestre da chicla enxotou o seu adjunto. Parecia o dono a enxotar o cão.

Mudando de quadrante, creio que o "pé frio" do Paulo Fonseca foi substituído pelo "pé quente" do Luís Castro, pois estou certo que as 3 oportunidades desperdiçadas pelos mafiosos de Nápoles na 2.ª parte antes do golo do nosso FCP, nos tempos do Paulo Fonseca, corresponderiam de certeza absoluta a 3 golos na baliza do Helton.

Como senti a equipa com uma “ligeira vontade de deitar cá para fora tudo o que está lá dentro”, acho que estamos preparados para ir ao “quarto de banho dos Viscondes & Calimeros, Lda.” fazer estragos ;)

cian disse...

Brilhante post Guarda, vi o mesmo e senti o mesmo, o homem não sabe ser um grande no futebol, agora que teria uma vitória brilhante fora de casa foi fazer essas cenas tristes, e depois é isso, os portugueses são vistos assim:

http://www.ojogo.pt/Internacional/liga_europa/interior.aspx?content_id=3746947

Como se todos se portassem como esses rascas parolos da segunda circular.

A atitude de Tim Sherwood foi de louvar, realmente é essa atitude e esse respeito que é a diferença do futebol inglês para o português, lamentável, Jorge Jesus faz o que quer e lhe apetece e não é castigado nunca como deve ser, está mesmo a pedir uma lição no fim do campeonato quando visitar o Dragão, campeão ou não.
Mas creio que lá em cima ninguém está a dormir de olhos fechados.

Ricardo também achei interessante o enxotar do cão por Jesus, mas não gostei, foi mais um "eu é que mando" para inglês ver, num sentido arrogante e piroso, como se Ferguson, Wenger, Bobby Robson, Brian Clough, ou até mesmo Mourinho alguma vez fizeram aquelas cenas, ficámos com uma imagem de terceiro mundo e provinciana, Jesus parecia mais a Cleópatra e os seus escravos do que um líder respeitável do séc. XXI, e no futebol há que haver respeito, por isso é que o futebol inglês tem tanto sucesso até aos dias de hoje, quando não há respeito as pessoas fecham o televisor e vão ver outra coisa mais saudável.
Dúvido muito que todos os benfiquistas, por mais atrasados mentais que sejam, se revejam nas figuras anormais que o seu treinador foi fazer a Londres, enfim, assim vai a educação e os exemplos em Portugal.

Ribeiro DeepBlue disse...

"Luisão, Tri, Tri, namba Tri", diz ele para os jornalistas ingleses que não estão habituados a estas cenas de babuíno.
E vê-se o Luisão com a camisola 4...

Que gajo pura e simplesmente azeiteiro.
Nem a ganhar sabe ser grande.

rogério almeida disse...

Este tipo é a imagem perfeita daquele Portugal saloio, parolo, labrego, 40% analfabeto, benfiquenho, propagandista, próprio do regime salazarengo de décadas atrás que, pasme-se, aqui e ali é ainda ainda bem visível na sociedade portuguesa actual. O treinador certo no clube certo.

Abraço

Ricardo Silva disse...

Afinal o tipo sem classe (palavras de Sherwood) não se limitou a enxotar o adjunto, também escorraçou o Shéu e, imagine-se, o Rui Costa (mais conhecido por terror dos túneis). Até o Cardozo se insurgiu no banco (onde é que eu já vi isto). Se não fosse o 3-1, isto ia dar mau resultado. Digo eu!

Podem ver o filme do “eu é que mando” aqui: http://www.noticiasaominuto.com/desporto/188362/as-atitudes-de-jesus-que-ate-ao-benfica-incomodam#.UyLrVs5__h4/615/0

cian disse...

http://www.miragens.abola.pt/videosdetalhe.aspx?id=19972

ahah, não tinha visto os berros do gajo ao Rui Costa e restante comitiva, passou-se outra vez, e a dança no primeiro golo também, enfim, é demasiada pastilha para o Mestre da Tática...

cian disse...

Bem, retiro o que disse, depois de rever as imagens, e lendo os comentários de alguns benfiquistas, até estou do lado do Jesus, no meio daquela manada ele é que é o cobridor carago! hahahahahaha então vendo o Cardozo a levantar-se e mandar o mister pó caralho nas costas dele é de partir a rir, aquilo vai abaixo ao mínimo despique, enfim está provado o que se disse no início da época que o SLB geriu mal a situação do Jesus vs Cardozo, espero que nenhum dos comentadores portistas se esqueça de vincar bem esta vergolha nos próximos programas televisivos, mas primeiro temos de fazer o nosso trabalho de casa e acabar com o Sporting, depois podemos axincalhar os dois clubes de uma cajadada só, e, sinceramente, acredito que isto vai ter repercurssões no próximo jogo do Benfica contra o Nacional na Madeira.
Só mais uma vez para nos partirmos a rir, a tradução do que diz o Jesus a Rui Costa "EU É QUE MANDO NESTA CHOÇA CARALHO! VAI-TE EMBORA DAQUI ÓOOOO..."

HA HA HA HA

Miguel Lima disse...



até o Sol brilha alto! :D
a Primavera chegou mais cedo ao Dragão. será que o "vale e azevedo verde" também se vai queixar por este nosso momento?

ps:
«Para mim um vintém é vintém e um cretino é um cretino. Por muito que a gente pinte de amarelo, de vermelho, de azul para encher jornais. Há coisas que não mudam. São valores absolutos, valores profissionais»
Manuel Machado dixit»

abr@ço
Miguel | Tomo II

André Pinto disse...

Jorge Jesus é um treinador que, não obstante estar actualmente na senda de títulos, envergonha a generalidade dos benfiquistas. Sem a menor das dúvidas. Se perguntarem ao adepto médio do slb, nenhum tecerá loas a Jesus, mas sim à equipa. Considerando o esforço orçamental, e os plantéis que o benfica teve à sua disposição nas últimas 4 temporadas, torna-se incontornável a conclusão de baixo sucesso, até com históricas humilhações sobre o relvado. Jesus é um relógio avariado que dá a hora certa duas vezes por dia. Nenhum vermelhusco no seu perfeito juízo, passo o paradoxo, achará que Jesus deve ficar, finda a presente temporada.

Quando às probabilidades de "factores Kelvin", são muito baixinhas. O guardabel referiu, e muito bem, que o futebol de constante correria bormelha se complementa este ano com matreirice, ou, se quisermos, maturidade táctica. O benfica faz esta temporada o que nunca fez com Jorge Jesus: contemporizar. Lê os momentos do jogo e pauta o ritmo. Tanto atropela o adversário logo no início, como joga no seu erro, quando este se vê em desvantagem e se balanceia no ataque. Junte-se isto à alta rotatividade do plantel e fica afastada também a hipótese de colapso físico das suas peças fundamentais, tão típico das temporadas de Jesus como as sardinhas no São João.

Mudando de assunto, acho que hoje podemos ir a Alvalade vencer. Luís Castro estabilizou o que era passível de ser estabilizado, no seio de hostes destroçadas. Há talento e vontade para vingar o mau sabor de boca deixado anteriormente entre os adeptos. Estou optimista. A Luís Castro, já agora, impõem-se três objectivos claros, de importância capital e por ordem de relevância: i) o 2º lugar no campeonato, ii) conquistar algum título secundário, iii) vencer o benfica em confrontos directos.