domingo, 5 de agosto de 2012

Apresentação 12/13


Foi uma festa bonita a que tive a oportunidade de assistir pela televisão. Foi a minha primeira falta a um jogo de apresentação no Estádio do Dragão e a primeira em muitos anos, já desde o velhinho Estádio das Antas. Na verdade, não me lembro de alguma vez ter faltado a este momento. Hoje, baldei-me por motivos que nada têm que ver com futebol, mas gostei de ter esta perspetiva diferente de quem se estende no sofá a moer uns amendoins enquanto a cerveja vai deslizando pela goela abaixo como o Atsu passa pelos adversários em velocidade.
É precisamente sobre o messi ganês (esta mania de chamar Messi a todo e qualquer jogador promissor que consiga, numa arrancada, deixar três adversários pelo caminho, já chateia) que gostaria de começar a escrever, mas antes queria dizer que estas apresentações já me motivaram mais. Em primeiro lugar, porque nada nos garante que todas aquelas caras que aplaudimos há uns minutos estejam de azul e branco vestido daqui a um mês. Todos recordamos que Falcao e Ruben Micael chegaram a começar a época passada, sendo mesmo convocados para o primeiro jogo do campeonato. Em segundo lugar, faltam sempre jogadores, normalmente envolvidos noutras competições ou a gozar férias porque estiveram em competição até mais tarde. Este ano, o caso dos brasileiros e do Abdoulaye nos Jogos Olímpicos é o exemplo. Em terceiro lugar, não há verdadeiramente nada de genuinamente novo nas apresentações, nada que nos possa levar a soltar um ah de espanto, que nos deixe colados de estupefação à cadeira. Em tempo de vacas magras é compreensível que não se entre em megaproduções, nem se encontre um danny boyle que invente um espetáculo nunca antes visto.
Falando agora concretamente do jogo - que é aquilo por que vale a pena ir ao estádio -, começámos bem, com Atsu a assumir o protagonismo. Acho que temos aqui um grande jogador em potência. A forma como ultrapassa os adversários em velocidade é impressionante. Mas a mim ficou-me na retina o modo como não se deixa inebriar pelos aplausos dos adeptos, preferindo sempre o passe para o colega mais bem colocado, a jogada em equipa, do que o protagonismo.
Após uns primeiros quinze minutos de domínio, deixámos que o Lyon equilibrasse e tivesse mais posse de bola, ainda que as melhores oportunidades fossem nossas. O nosso meio-campo não tomava conta do jogo, fruto da inépcia de um Defour que teima em não se assumir como alguém que faça a diferença. Se for para passar o tempo a passar para o lado e para trás, até eu faço uma perninha.
Na segunda parte, o belga melhorou quando lhe foram confiadas tarefas na posição seis, após a saída do insubstituível Fernando. A entrada de João Moutinho, como era expectável, trouxe qualidade à equipa e voltámos a estar bem nos primeiros quinze minutos. À medida que Vítor Pereira foi fazendo entrar todo o plantel (e aqui está outro dos problemas deste tipo de jogos),voltámos a perder qualidade, mas desta vez também o Lyon ajudava a esta sessão de terapia zen em que o jogo se transformou.
Uma palabrinha para o reforço Jackson Martinez. Teve duas hipóteses de golo e falhou-as. Ambas na primeira parte, na primeira chutou contra um defesa, na segunda permitiu a defesa a Lloris. Mas Martinez foi mais do que dois golos falhados. Foi um jogador calmo, inteligente, mostrou técnica, noção do espaço que ocupa (alô, Kléber?). Ao contrário do que dizia Bruno Prata na transmissão, não o achei rápido. Confio que ainda vai melhorar muito a condição física e que os golos vão aparecer brevemente.
Para finalizar, apenas posso interpretar a entrada de Iturbe nos descontos num cenário de empréstimo do novo messi argentino a uma equipa da primeira liga para a época que agora se inicia.

5 comentários:

Armando Pinto disse...

Está dado o lamiré, dado o arranque da nova época com a festiva apresentação da equipa principal de futebol do F. C. do Porto.
Não deve haver Portista que não tenha tido sua atenção no que se passou na noite deste sábado, em pleno Estádio do Dragão. Quer os que estiveram, fisicamente presentes, como todos os outros, mais até em sentimento comum, como todos sentiram por certo o pontapé de saída para a nova época, com esperanças que seja mesmo rumo à conquista de mais um título, desta feita outro Tri-campeonato consecutivo.
Em noite que meteu dança do Dragão, antecedendo o jogo do programa, enquanto o desafio jogado no relvado não tenha sido ao ritmo de baile, tendo acabado com um nulo no marcador pouco atraente, decorreu numa cadência interessante a festa a estreia dos novos equipamentos para a temporada 2012/13 – cuja figuração será a partir de agora a que nos enche os olhos (pese o desvirtuamento da tradição, como vem acontecendo desde a entrada da SAD e a ligação do clube com a marca de equipamentos que não sabe respeitar a história de séculos…); pois esses equipamentos, como tal, serão os que vão representar o clube e importa, sobretudo, que sejam também paradigma de vitória…

Memória Portista
http://memoriaporto.blogspot.pt/

guardabel disse...

Pois é, Armando, essa questão das camisolas também não me agrada, mas nos tempos que correm os objetivos comerciais sobrepõem-se à tradição...

Dragus Invictus disse...

Bom dia

Numa bonita festa de apresentação do FC Porto aos seus adeptos e associados, só faltaram mesmo os golos para encher de alegria a massa adepta que acorreu em grande número ao Dragão. Não houve ópera, mas também não há motivos para começar já a deitar abaixo o treinador, como já li em alguns espaços.
Atsu um menino que com humildade vai ganhando o seu espaço no plantel, e quiçá no onze, encanta as bancadas com pormenores deliciosos. É um desequilibrador, drible curto e rápido, muito difícil de travar pelos adversários.
Iturbe por seu turno, perde espaço. Tem de ter mais tolinha e humildade. As
redes sociais não são a solução, ou quere ser artista de cinema/protagonista ou futebolista. Decide-te. Ainda antes do jogo, aos invés de estar concentrado, o argentino partilhava no Twitter uma fotografia em que se via a camisola do equipamento alternativo do FC Porto, uma fotografia do seu armário no balneário do Estádio do Dragão que permitia ainda perceber que Iturbe será o número 7 esta época. Na casa do FC Porto isto é intolerável, não cumpriu o livro das regras e foi castigado...entrou a um minuto dos 90.
VP este ano dispõe de um plantel que lhe permite ser tricampeão e ir bem longe na Champions.
Basta serenidade, humildade, carácter, mística ... SER PORTO!

Abraço e bom domingo

Paulo

pronunciadodragao.blogspot.pt

Joao disse...

Vítor Pereira parece-me mais confiante.

Entretanto questiono duas ou três coisas, Beluschi e Sapunaru estão a treinar à parte porquê? São para vender? Estão castigados?

Alvaro Pereira aparentemente está castigado, treina mas não joga. Ontem pareceu-me feliz ao intervalo!

O ideal seria vender apenas Rolando, Alvaro Pereira (que aparentemente não quer estar aqui) e Sapunaru e ficar com os restantes no plantel.

Para terminar Kelvin e Iturbe têm de ficar no plantel (Atsu já têm o lugar garantido), alternando com a equipa b (nos jogos mais
competitivos).

Abraço

inuite disse...

...ddaasseee azulado, agora abraçaste a arbitragem?e tinhas logo que encalhar com o Luisão?? tb és bom actor pá!