terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Rivais ganham com felicidade

O Sporting ganhou com um penalti do Tonel aos 92 minutos. A situação não teria passado de uma prova extrema de burrice, azelhice e outros nomes acabados em "-ice" por parte do ex-jogador do Sporting se ele não tivesse feito um enorme esforço para tocar a bola com a mão. É que não era fácil fazer o que ele tentou fazer, mas ele conseguiu-o. Esticar o braço daquela maneira e conseguir tocar com a ponta da mão na bola foi de grande atleta de voleibol. E o esforço foi tanto que o Tonel caiu lesionado na perna. Fiquei impressionado. Ali houve arte e querer. E quando um homem quer, a obra nasce.
A vitória dos coisinhos hoje em Braga lembrou-me a vitória no Vicente Calderon. Um pouco sem saber ler nem escrever, duas oportunidades, dois remates às três tabelas, dois golos. E o Braga a mandar bolas aos ferros. O que gostaria era que este Braga tivesse jogado assim no Dragão, de igual para igual, e sem meter o autocarro e o atrelado à frente da baliza. Isso é que teria sido interessante.

5 comentários:

reine margot disse...

A capa do rascord de hoje é uma humilhação para todos os jornalistas deste país ! E para todos os jogadores e treinadores dos clubes que não jogam à campeão!

O Tonel está há muitos anos na minha lista de mais odiados; sempre foi um porcalhote e agora é um porcalhote flácido ! Se os companheiros de equipe fossem como devem ser, no próximo treino ele não saía do balneário, mas enfim... é assim que se vai juntando pontos preciosos.

Defendamos os nossos, que por muitos defeitos que tenham, nunca se prestam a estas merdas! ...
(E, também digo mais, prefiro ficar em segundo - com acesso à Champions - honradamente, sem colinho do que em primeiro com o dito cujo! )

Ribeiro DeepBlue disse...

O clube do Esforço, Devoção Coisa e Tal responde dente por dente ao clube da Luz.

Assim, se antigamente existia o "Túnel da Luz" agora temos o "Tonel de Alvalade"

André Pinto disse...

A decadência institucional e desportiva do FCP pode verificar-se em vários aspectos do futebol nacional. O mais evidentes são a prestação da equipa e as péssimas opções técnicas que marcam o nosso presente.

Um reflexo menos evidente desse ocaso, prende-se com a emersão de manobras de bastidor bem sucedidas por parte dos nossos rivais directos. Não é que não tentassem, ou gostassem de ter tentado no passado. A nossa capacidade de manobra foi simplesmente superior, não deixando nada ao acaso, e, como tal, certas manigâncias foram sendo frustradas. Tal como aconteceu sobre os relvados, esse domínio desapareceu, deixando campo aberto ao levantar de outras cristais. Primeiro Benfica, usando a sua difusa, decana e quase institucional rede de simpatias e influências; depois Sporting, socorrendo-se de fundos angolanos e um presidente muito agressivo. Nada disto ocorre por geração espontânea. Sempre esteve latente, mas barrado pela superior competência da organização portista. Essa barreira desapareceu, e vivemos actualmente num clima de ascensão de dois parolos medíocres a sumidades todas-poderosas da aldeia. No ano passado, foi um fartar de vilanagem favorecendo o clube da Luz. Neste, vai este Sporting de dois carroceiros, levado nas asas da batota.

Só um clube em Portugal tem capacidade operacional para vencer títulos independentemente do seu estado desportivo e financeiro: - o Benfica. Outro clube que deseje conquistar o campeonato, só o pode fazer com enorme superioridade combinada de factores desportivos e institucionais. Tornando-se público o apoucamento do plantel do Benfica para esta temporada e a manutenção de um péssimo técnico no Porto, Bruno de Carvalho só teve de se preocupar em roubar o treinador ao seu rival de Lisboa e assegurar dinheiros angolanos para conseguir a necessária superioridade desportiva. A superioridade de influência tem sido construída seguindo uma estratégia de franco-atirador, com linguagem dura, insinuações constantes e cavalgando o status quo que Jesus conseguiu nos media. Finalmente, a desaparição do peso enorme de Pinto da Costa, deixou o campo aberto a Bruno de Carvalho para urdir em seu favor, com tempo e espaço.

Falámos aqui sobre o perigo de se deixar Bruno de Carvalho sem resposta. Agora se vai verificando como estivemos cheios de razão.

guardabel disse...

André, obrigado pela exposição lúcida. Como sempre!

André Pinto disse...

Lúcida, mas tão triste, amigo guarda...